Fábia Lima é irmã do Diogo desde a época de faculdade. Acho até que foi através dela que Carol apareceu pra iluminar a vida desta casa. Há anos ela assumiu a festa de Ano Novo no Meu Sítio. Ela é quem comanda, faz a programação, cardápio, determina quem vai e onde vai dormir, ... O troço bomba!
Vira dona. Fica igual Diogo, dando ordem em mim. Em dona Gêisa não, que ela não é doida...
Mas aí, outro dia, Fábia fez um comentário tão doce quando eu falava da minha emoção vendo as árvores do Meu Sítio dando frutos que eu resolvi postar, com medo de você não ter lido.
Lá vai:
O que você não, sabe, Paulinho, me vendo assim toda prafrentex, é que tive uma infância de sítio igualzinha a que vocês estão dando pro Tomás.
Adoro ouvir minha mãe contando do fogo que coloquei debaixo da cama, das minhas pernas sempre raladas igual à dos meninos e dos meus sumiços, voltando no final do dia imunda, "só dando pra ver o branco dos olhos e dentes".
E adoro lembrar dela fazendo rosca no forno de barro, dos doces no fogão de lenha e da linguiça no varal. Adoro até mesmo a lembrança dos pitos, e da falta de moral quando ela tentava colocar ordem na casa no meio daquela bagunça toda (qualquer semelhança com dona Gêisa fica aqui entre nós).
E adoro lembrar do papai levando a gente pra plantar árvores, colher frutas, fazer horta, construir galinheiro, chiqueiro, arrumar charrete... e quase morro de saudades dele ser mais criança do que nós, ensinando a gente a fazer bagunça e ser ainda mais moleque (você conhece alguém assim?).
Por tudo isso, a acolhida no Meu Sítio é sempre muito mais do que o prazer de estar com vocês: é um jeito de eu reviver a minha própria história e de estar perto, de novo, deste tempo tão delicioso.
E o melhor a gente já sabe: enquanto revive nossa história, a gente está construindo outras para o Tomás contar pros filhos e netos dele! E os casos que ele vai contar, Paulinho, serão mesmo os mais incríveis do mundo!!!
Beijão pra vocês. Te amo. :)
Adoro ouvir minha mãe contando do fogo que coloquei debaixo da cama, das minhas pernas sempre raladas igual à dos meninos e dos meus sumiços, voltando no final do dia imunda, "só dando pra ver o branco dos olhos e dentes".
E adoro lembrar dela fazendo rosca no forno de barro, dos doces no fogão de lenha e da linguiça no varal. Adoro até mesmo a lembrança dos pitos, e da falta de moral quando ela tentava colocar ordem na casa no meio daquela bagunça toda (qualquer semelhança com dona Gêisa fica aqui entre nós).
E adoro lembrar do papai levando a gente pra plantar árvores, colher frutas, fazer horta, construir galinheiro, chiqueiro, arrumar charrete... e quase morro de saudades dele ser mais criança do que nós, ensinando a gente a fazer bagunça e ser ainda mais moleque (você conhece alguém assim?).
Por tudo isso, a acolhida no Meu Sítio é sempre muito mais do que o prazer de estar com vocês: é um jeito de eu reviver a minha própria história e de estar perto, de novo, deste tempo tão delicioso.
E o melhor a gente já sabe: enquanto revive nossa história, a gente está construindo outras para o Tomás contar pros filhos e netos dele! E os casos que ele vai contar, Paulinho, serão mesmo os mais incríveis do mundo!!!
Beijão pra vocês. Te amo. :)
Pronto. Danei a chorar de novo...
Em tempo: Um punhado das árvores que estão lá foram, digamos assim, subtraídas por ela da Floricultura Mangabeiras.
Fora uma outra história, impublicável, que eu só posso te contar no pé do ouvido, sem testemunhas...








