segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Edição Extra 98 - Movember: The Moustache Season


               
A dica veio do Bernardo, meu filho mais novo que mora na Suiça.  Eu diria que o Moustache Season é uma cópia descarada (mas a causa é excelente) do movimento Outubro Rosa, que faz uma força danada pra conscientizar as meninas para a importância dos exames preventivos do câncer.  Só que o Movember é pra nós.
Desde 2003, algumas organizações[1] envolvidas com a prevenção do câncer, se movimentam em torno do Movember.  O objetivo é deixar o bigode (moustache) crescer e usá-lo com orgulho.  Daí vem o nome Moustache + November = Movember...
             
A idéia do projeto é conscientizar as pessoas (principalmente os homens) sobre a saúde masculina, principalmente sobre o câncer de próstata, câncer nos testículos e outros tipos de câncer que atacam os homens... 
          
O site é genial.  Tem várias iniciativas promotoras de conscientização.  Por exemplo, tem o Moscar, uma video awards extravaganza para celebrar a criatividade dos Mo Bros' e das Mo Sistas’ com uma câmera na mão.  Você pode se inscrever em duas categorias: o de melhor Movember Vídeo e o melhor Movember Music video. Cada categoria será premiada com três Moscars.  Aí no finalzinho eu coloco um filme do site, dizem eles que é para inspirar os competidores.  Mas no YouTube você encontra vários...
               
O tema deste ano é a vida no campo e qualidade de vida.  Tem um guia de etiqueta rural, tem vários modelos de bigode pra você escolher um que encaixe direitinho na sua cara.  É um exercício permanente de criatividade.  A campanha se desdobra em mil ações específicas, todas chamando a atenção para os cuidados com os tipos de câncer que andam enchendo nosso saquinho.
            
Ôpa! Disse “enchendo o saquinho”?  Pois disse-o bem...[2]
         
Bernardo, que conhece bem minha liturgia de celebração da vida cortando a barba naentrada da primavera, me desafia a deixar o bigode em novembro.  A causa é nobre, Bernardo.
                
Missão dada é missão cumprida!
                    




[1]  The Prostate Cancer Charity, ICR – The Institute for Cancer Research e Movember Foundation
[2]  Esta gracinha, pra quem nasceu estes dias, era típica do pessoal do Pasquim.



http://www.youtube.com/watch?v=ug3VNrKKVRE&feature=player_embedded

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Edição Extra 97 - Cardápio



Sidney, meu irmão, está com um amigo assustado com o fato de ter virado paciente renal crônico.  Nenhum Deus nos acuda, se a gente considerar que 11% das populações brasileira e mundial também são.  Mas o caboclo estava apavorado e lá fomos nós, almoçar com o Ives, maior autoridade no assunto, pra passar umas dicas pra ele.
     
Fui selecionando no blog as descobertas que me ocorreram nestes pouco mais de 2 anos de íntima convivência com a hemodiálise.  Aprendi que foi mais fácil decorar que entender sobre minhas restrições, marquei uma receita que Lúcia de Paulão fez pra mim, eu descobrindo o sorvete sem leite, à base de água (mas que não pode exagerar, senão é igual beber MUITA água) e, em decorrência disto, a criação da Sorveteria do Valente, da receita maravilhosa do não menos maravilhoso caldo de costela que Ives fez pra gente, de como eu quebrei a cara com meu descuido ao comer frutas, das minhas descobertas com o suco de romã.  E, sobretudo, de como o Metamucil resolveu minha incompatibilidade, digamos assim, fecal com o acetato de cálcio, indispensável como quelante de proteína animal.
Enquanto eu pesquisava pelo blog, lembrei da dica do Alê Mello, de Guarulhos, que eu até preguei uma cópia na minha geladeira, que é esta figura que você encontra lá em cima, na abertura do post.
            
Por coincidência, no mesmo dia, Lina, minha paixão de menino, mandou este vídeo pra mim, que é um belo resumo do livro AntiCâncer, do David Servan-Schriber, que é uma aula pra quem quer usar a comida pra dificultar a vida do câncer, que tá sempre querendo se instalar na gente.  Desde o começo, este livro está indicado (dica da Bonequinha) no canto direito do blog, pra gente entender direito o que acontece com nosso corpo durante o processo da doença.
           
Brincando, brincando, este post virou um trabalho de conclusão de curso pra quem quiser fazer Nutrição, especializado em PRC.  Estou até achando uma boa idéia eu entrar nesta onda...
                          
       
       
ps:  Já ia esquecendo o mais importante.  Tem que fugir do sal.   Dá uma sede horrorosa, durante o dia...
        

           
         

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Edição Extra 96 - EcoSacanagem

Quando eu tinha lá meus 10 anos, ganhei um concurso de redação sobre Belo Horizonte no Pandiá Calógeras.  A única coisa que eu lembro é “com suas ruas bem traçadas e arborizadas”.  Acho mesmo que pirateei este pedaço de alguma enciclopédia Larrouse da época, o que significa que copy/paste não nasceu com a internet.
       
Lembrei disto quando Ciça, minha filha EcoComprometida, chamou a atenção, dia destes, para uma prática que está começando a ficar comum em Belo Horizonte.
      
Tudo bem.  As árvores são velhas e podem ter morrido ou ter sido devoradas por cupins.  Mas o que é preocupante é não se ver uma orientação sistemática de plantar uma nova no lugar da velha. 

                
                 
                                                     
              

Vi isto, vindo a pé, do SuperNosso cá pra casa. Começa que, "magicamente", logo na esquina da rua Bernardo Figueiredo com Afonso Pena, não existe mais nenhuma árvore na frente dos três estabelecimentos comerciais existentes ali. Parece que, para sorte deles, as árvores morreram para facilitar o estacionamento de carros na calçada.

       
     

Só nos quase 100 metros entre aqui em casa e a Afonso Pena, contei 8 pés de árvores mortos e não repostos.
            
                       
              
                  

Não sei se ainda existe na Prefeitura o órgão chamado Parques e Jardins.  Mas a gente podia bem começar a recompor isto, em vez de ficar só reclamando que o clima de BH não é mais igual era antigamente... 
            
João Bosco, acho que isto é pauta pra você!

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domingo, 23 de outubro de 2011

Happy Birthday - 193


            
Rijane,madrinha do Bazar do Desapego, me ensinou, há algum tempo atrás.  Na época do aniversário dela, quando alguma das irmãs Cajazeiras perguntava do que ela precisava, desapegadamente, a resposta era mais ou menos assim:
-  Preciso de nada não.  O que eu preciso, eu compro.  Me dá alguma coisa que eu não preciso.
            
Desde o ano passado que eu mudei minha vida sobre minha dificuldade com meu aniversário.  Eu sofria, me escondia, não queria nada nem ninguém me cumprimentando.  Eu me escondia mesmo, como se aniversário fosse uma data de sofrimento.  Lisa ficava aborrecida quando eu não queria comemorar nem amarrado.
           
Resolvida a minha dificuldade com meu natalício, a coisa inverteu.  Agora já virou mania.  Este ano é o quarto aniversário que eu comemoro nos últimos 365 dias.  Virou obsessão mesmo.  Qualquer coisa, eu faço festa.
                        
A única coisa que mudou é que eu encontrei, com a experiência do ano passado, maior prazer em dar que em receber.  Daí, se você quiser compartilhar desse prazer comigo, me dê um brinquedo de aniversário.  Se possível, embrulhado, que é pro Tomás nem gostar.  Aí, quando chega perto do Natal, a gente pega os brinquedos dos quais Tomás vai se desapegar, junta com os que eu ganhei neste meu último aniversário e leva pros meninos que não tem brinquedos.
                                               
Vamos copiando a dica da Rijane pra, talvez, melhorar o mundo.  Mesmo que for só um pouquinho.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Edição Extra 95 - BH na paz


       
Rápido, pra dar tempo de você aproveitar.  Andei passeando pelo site www.artepelapaz.org e não consegui identificar quem comanda o projeto.  Parece que tem um dedo da Igreja Católica.  Pelo que li no site, o BH na Paz acontece para promover um senso de responsabilidade social aos cidadãos por uma Cultura de Paz e Não Violência.  Daí, mobiliza a população a participar de iniciativas e atitudes concretas que promovam à solidariedade, preservação do planeta, rejeição a violência, fraternidade e respeito ao próximo.  Quer dizer, tudo de bom...
                
Vamos ter seminários, palestras, comunicação visual, cartilhas educativas e manifestações culturais em alguns pontos da cidade, para divulgar a importância da CULTURA DA PAZ, na sociedade como forma de preservar os valores de cidadania diante á violência urbana e a desigualdade social.  Ano passado teve também.
    
Este ano, a festa vai ser na Praça da Estação.  Eu vou, garrado no Vander Lee.  Mas o que me chamou mais a atenção é que eles fizeram uma parceria com a Nefrologia da SantaCasa.  A história parece ser velha, desde maio deste ano.  O objetivo é bacana: melhorar a socialização e a autoestima de pacientes renais.
             
Em vez do paciente comparecer à clínica três vezes por semana, durante quatro horas diárias, e ficar lá, quietinho, aguardando o final, o movimento vai promover oficinas de arte que podem ajudar neste processo e não apenas preenchendo o tempo ocioso.  Vão investir nas potencialidades e habilidades dos pacientes.  No mínimo, acabam com a chatura, com a nova perspectiva das atividades fazendo a coisa ficar menos dolorosa.  Fico torcendo pra coisa dar certo e se expandir para as outras clínicas de Belo Horizonte.

Já você, amanhã, a partir das 14 horas, corra na Praça da Estação.  O show vai ser bacana e, de repente, você participa dessas discussões que o projeto está promovendo.  Dá uma passeada pelo site ou telefona pra eles pra se informar melhor no 31 3292-3802.  Mas não perde a festa porque está com toda cara de ser um bom programa.


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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Toroca? - 192


    
Lembra de quando você começou a aprender inglês e falar the era um desconforto?  Que nem quando começou a estudar francês e não conseguia falar palavra com “u” ou tinha que exercitar os erres esquisitos que francês adora?
    
Aconteceu meio que perto do aniversário de quatro anos dele.  Tomás veio cheio de dedos com um copo vazio na mão e mirou meu copo cheio de suco de uva.  Falou, cuidadoso:
-  Toroca comigo, vô?
  
Demorei um pouquinho a me dar conta que, pela primeira vez, ele tentava controlar a língua e inserir o r na sua fala. Durante um tempo foi o segredo nosso.  Ele deixava de lado o hábito de tlocar as letlas mas ainda ficava inseguro.  Me chamava no canto,dizia:  Flynn Rider[1] e sorria orgulhoso.
 
Aí eu forçava um pouco a barra, punha um copo de suco pra Carol e um vazio pra ele e fazia um leve sinal com a cabeça.  Ele ia, orgulhoso e dizia:  Toroca, mamãe?  Carol sacou de cara e aplaudiu, toda satisfeita.
           
No domingo, voltando do Meu Sítio, do nada, Tomás falou:
-  Mesa é normal.
Eu e a avó, olhamos pra ele sem entender, que continuou:
-  Estarada não é.
E riu, orgulhoso.
   
Ele anda se aprimorando cada vez mais.  Inclusive neste joguinho.  Pra você que não aprendeu ainda, diz ele que cocô é normal.  Privada, não.
De vez em quando a própria novidade surpreende o criador.  Compra, por exemplo, exige mais concentração.  Tem hora que sai crompa, tem hora que sai crompra e no final ele acerta:
-  Compra.
          
Tomás anda na maior alegria, agora que aprendeu a falar alegria.





[1] O charmoso herói do filme “Enrolados”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Horário de Deus - 191

 
Seu Adílio acorda todo dia lá pelas 6 da manhã.  Ajeita a barba no cinzel, faz o café, põe a mesa e pega a bicicleta pra cumprir os 5 quilômetros que o separam do Meu Sítio.  Seu Adílio é meu caseiro.  E, justiça seja feita, o Meu Sítio sempre foi pródigo em caseiros, digamos assim, singulares.  Ou era seu Antônio, preocupado em achar o cristal que tinha ali, ou era Eliseu que era primoroso em cuidar do jardim que Dona Gêisa gostava e não fazia mais nada, ou era Paulo, que vivia pedindo minha opinião se ele devia ou não continuar casado porque a mulher dele fazia raiva demais nele...
     
Ontem seu Adílio chegou arrasado.  Já era quase 8 e meia quando ele deu as caras e me falou, envergonhado:
-  Perdi a hora.
    
Com o alarde das rádios e das TVs, seu Adílio tinha ajustado o despertador para a nova hora e acordou com o dia escuro ainda, pra inaugurar o horário de verão.  Tava escuro que nem breu, emendou ele.  Mas aí, eu dei só uma piscadinha e voltei a dormir.  Quando acordou já era tarde, dia claro.
     
Seu Adílio chegou ofegante.  Aliás, nem era pra tanto.  Ele estava só meia hora atrasado mas a preocupação dele era se os animais estavam com fome.
      
Na hora de ir embora, correto, ele veio conversar comigo.  Que os animais não sentiram tanto, que os animais não escutam estas notícias de horário de verão e que queria saber se eu concordava com uma decisão dele.
-  Até eu me acostumar, eu vou seguir é o horário de Deus.
     
Pelo que eu entendi, até ele acostumar significa chegar e sair meia hora mais tarde.  E desconsidere-se as determinações de Brasília.
     
Ponto final.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Edição Extra 94 - A festa da AURA



A gente foi em bando, penetrar na festa do Dia das Crianças da Aura.  Até que não era tanta cara de pau assim.  A gente levava a grana do resultado do Bazar do Desapego e ainda por cima 100 jarros de uma plantinha linda que Fábia Lima mandou pra nós.



Eu até nem estava levando tanta fé assim nas florzinhas.  Ia ser bonitinho, tá certo.  Mas, nem de longe, imaginei que todo mundo ia fazer tanta questão de querer o belo pra si.  Fábia era famosa pelo exagero.  Quando vi os 100 vazinhos, achei que ela estava louca.  Pois foi o que salvou.  Primeiro a gente deu pros pacientes, depois deu pros irmãozinhos...  E as mães lá, de butuca, esperando o excedente.  Nunca imaginei que fosse fazer tanto sucesso.





Dona Ana, administradora da casa, foi de uma delicadeza imensa conosco.  Os meninos estavam ensandecidos.  Era brinquedo, era mágico, era música, era brigadeiro, era bolo, uma beleza.  Foi difícil controlar Hélia que queria, a todo custo, pegar o brigadeiro antes da hora.  Ainda bem que Rosa chegou trazendo mais um sacolão de brinquedos para as crianças que não puderam estar no dia.



 
Só aí que eu entendi porque o Maurilo, que me aplicou nas contações de histórias pros meninos, chama a Aura de bumerangue e sempre diz, depois de cada sessão:

-  Obrigado, Aura!

 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Apego x Desapego - 190



-  Tenho duas camisas meio havaianas da Blue Man, históricas, de mais de 20 anos atrás.  Peguei nelas duas vezes e não consegui colocar na mala de doações para o Bazar.
    
-  Celinho chega no Bazar e fala comigo:  Acabei de achar esta nota aqui no chão da garagem!
Mentira pura.  Era ele, apoiando o movimento da gente...
     
-  Mais ou menos da mesma época das camisas, ganhei uma réplica da Ferrari Testarossa, modelo F50, escala 1:18.  Acho que tinha sido um brinde vip da Shell.  Passei minha vida toda escondendo ela do Diogo e mais recentemente do Tomás.  Desapeguei há coisa de uns dois anos.  Tá lá, toda destruída...  Olhei pra ela agora, feliz pelo tanto de alegria que Tomás já teve com o brinquedo.  Alegria, diga-se de passagem, que podia ter sido de qualquer um dos meus filhos, se eu não tivesse sido tão idiota...
     
-  Ciça acordou 6:00 da madrugada pra levar as roupas, passadinhas, pro Bazar e não atrasar a chegada dela no emprego.
     
-  O Bazar mal tinha aberto, Luiza chega com um sorriso de uma orelha à outra.  Falou:  É que minhas meninas são doidas com danoninho e fizeram questão de mandar um bocado pros meninos da Aura.  E deixou um checão pra comprar danoninhos mil.
     
-  Diogo gastou uma nota no Bazar.  Só com livros e dvds.  Nenhuma roupa.
      
-  Aposentado por invalidez por causa do câncer, não vou poder trabalhar nunca mais, me disseram no INSS.  Vi duas gravatas, Hermès, lindas, no Bazar.  Só me dei conta quando ouvi minha voz dizendo:  Eu compro![1]
    
-  Magali tá que escolhe coisa.  Fez as contas no final e deu 64,00.  Sem dar chance a alguma contraproposta, falou pro marido:  Dá 100 reais aí, Jorge!
      
-  Aliás, falando em Jorge, ele tem uma coleção de livros, fantástica, da infância dele, que acabou fazendo ele gostar de ler.  Tem anos que ele diz que gostaria de doar.  Mas nunca se desapegava.  Tomou coragem e está procurando alguém que queira assumir o compromisso de fazer menino gostar de ler.
    
Agora manda pra est’A Saga como você se relaciona com o apego ou com o desapego.  Como diz Rijane, de novo, talvez a gente consiga melhorar o mundo.  Mesmo que só um pouquinho...

      
    

[1] d'après Peter Mayle, in “Gostos adquiridos”

domingo, 9 de outubro de 2011

Edição Extra 92 - Vem aí, O Bazar II!


Tradição desde outubro de 2011, o Bazar do Desapego foi o maior sucesso.  No duro mesmo, achei que foi mais sucesso pela generosidade do que por qualquer outra coisa.  Levantamos R$ 2.667,00 e deixamos roupas suficiente pra Valéria e Rosa produzirem uma repescagem em época que Valéria vai definir.



Teve gente que foi lá só pra dar uma força e deixava uma contribuição gorda.  Outras, eu dava um preço e elas negociavam pra pagar um pouco mais caro[1]. 


Laurinha conseguiu um sacolão gigante da Laço de Fita, Roberta chegou lá com uma sacola de peças zerobala da Leo Coelho, Rosália conseguiu coisas lindas da Bahaus, apareceu calça Levi’s e roupa da Colcci com etiqueta e tudo, bijouterias da Ateliê de Criações, Izabela nos levou caixa bitela de palha italiana pra me fazer ficar o dia inteiro querendo sair do regime.  Luiza foi levar umas roupas chiquérrimas e acabou deixando, de pinga, a mala na qual ela trouxe as coisas, mais chic ainda. 
Desapego puro!


Nove em ponto, o Bazar abriu as portas.  Com a maior falta de jeito, essas coisas de homem, deixei roupas por lá.  Rosa foi o maior adianto na sexta.  Stela, bibliotecária da Dom Cabral, deu o sábado pro Bazar.  Colocou o caixa em ordem, fez crachá pra equipe, um primor.


O povo ia escolhendo e tinha sempre alguma amiga dando uma arrumada, voltando as coisas pro lugar...




Eu sei que Luana e eu não tínhamos a menor idéia que a coisa podia chegar neste ponto.  Achava que ia só vender umas bijouterias e que a coisa ficaria de bom tamanho.  No final das contas, conseguimos grana, conseguimos entretenimento pras mães e ainda vai ter um segundo Bazar daqui a uns dias.


Amanhã vou levar a grana e os brinquedos que a tia da Valéria deixou pros meninos da Aura.
Obrigado, Aura, por nos ajudar a seguir o mantra da Rijane e, talvez, conseguir melhorar o mundo um pouquinho!


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[1] Isto mesmo. A coisa custava R$ 40,00 e a pessoa falava:
- Pode ficar por R$ 50,00?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Edição Extraordinária 91 - Desapego até o caroço



Fui conhecer a casa onde vai rolar o Bazar do Desapego.  Coisa mais fácil do mundo, chegar lá.  A gente vai subindo a Paulo Afonso toda vida, e quando ela começa a descer, você chegou na Abre Campo.  Aí, vira à direita e para depressa.  Você deve estar na garagem do prédio da esquina ou na frente da garagem da casa.

Rijane, que nos emprestou a casa, é a melhor imagem do desapego, aquela linda.  Tem toda a cara de madrinha do projeto.  É executiva de Recursos Humanos da Fidens, já foi da MBR, da Andrade Gutierrez, foi do INDG, da Fundação Dom Cabral, já presidiu a Associação Brasileira de Recursos Humanos, já foi tudo.  Ela é um trator, a moça....

Só entendi de fato o que ela tinha falado quando fui pegar a foto do Google Maps pra postar aqui.  Rijane praticamente jogou a casa no chão, quando reformou.  Mudou portão, mudou jardim, mudou entrada.  Fez outra casa.  Está irreconhecível, quando você vê ao chegar lá.  A imagem não tem nada a ver com esta que você vê logo a seguir.



Você vai alugar, perguntavam, ávidos, os consultores financeiros.  E ela explicava que era para formar cooperativas de bordadeiras e outras atividades sociais que queria empreender.  Os caras, diante das possibilidades de transformar aquilo em renda, não se conformavam.  E tentavam, de toda maneira, convencê-la a, na linguagem deles, transformar aquilo em algum ativo que tivesse mais liquidez. 
-  Qual é o seu objetivo com isto? diziam já quase irritados.

E ela, tranqüila, inarredável, sorria pra eles:
-  Talvez a gente consiga melhorar o mundo um pouquinho!

Fala se não é a melhor madrinha que o Bazar podia ter?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rapidinhas 13 - Solidariedade

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Eu estava pensando no Bazar do Desapego, que acontece neste sábado, agora. e recebi este vídeo do Cao do Balico, direto do Espírito Santo.  Só pra gente pensar um pouquinho. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rapidinhas 12 - Precisa-se para o Bazar do Desapego



Estou começando a ficar apavorado.  É que o Bazar do Desapego está recebendo mais doações que eu esperava.  Tá começando a ficar sério e eu, com a sensação de que não vou agüentar.

Precisa-se de uma meia dúzia de umas duas ou três voluntárias que queiram ajudar a gente na produção.  É dar uma ajuda pro Bazar estar apresentável no sábado, pra quando o pessoal for comprar. Ajudar a pendurar roupas, a inventar estantes pra expor livros e DVDs,...  Enfim, preparar para abrir as portas.

A gente vai pra lá na sexta, 2 da tarde, arrumar tudo.  Se você puder doar seu tempo e quiser ajudar, liga pra Secretaria Geral do Bazar do Desapego no (31) 9201-1896 e aliste-se.  Vai ser a primeira vez que um voluntário vai ganhar a mesma coisa que um Secretário Geral.  Ou seja, nada. 

Vamos lá, liga logo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Desapego, Improvável, mas possível - 189




Amanhã, terça, dia 04, vamos encontrar com Rosamaria, Hélia e mais a galera que puder, na Padaria Vianey. A pauta é conversar sobre as providências pro Bazar do Desapego que abre no sábado, 08, de 09 às 5 da tarde.

E pra te ajudar a entender também de que maneira você pode contribuir.  Só pra você ter uma idéia, olha as coisas que a gente já ganhou:  o povo da Valéria Hudson já me mandou 6 caixas de brinquedos e roupas.  Laurinha Martins, da Cadeira Voadorahttp://cadeiravoadora.blogspot.com, mandou bijouterias, livros e DVDs.  Luana já mandou as caixas de bijoux, pra gente fazer monitorias de artesanato.  Até aí, é só exemplo que a gente quer de tudo.  Depois a gente tenta transformar isto em yogurte, danoninho e mais perecíveis para as crianças da Aura.

Foi aí que Yana, minha prima, me deixou sem palavras.  Inventou de doar tempo.  Vai separar uma parte de suas quartas feiras para ensinar o pessoal lá a transformar miçanga em bijou.  Ensinar a bordar.  Enfim, a preencher o tempo que antes era de angústia em esperança.  Eu nem imaginava isto quando a gente começou esta conversa, mas adorei a idéia...

Daí, você entende que pode ajudar com qualquer coisa.  Entendeu?  QUAL-QUER!!! 

Anota na sua agenda, pra você não se esquecer.  Sábado, dia 08, tem Bazer do Desapego na casa onde Rijane se reúne com as bordadeiras e artesãs para abrigar o Bazar do Desapego.  Fica na Rua Abre Campo, 290, quase esquina com Paulo Afonso, no Santo Antônio;


Valente também é serviço:
Reunião preparatória:  Dia 04/10/2011, na Padaria Vianey, Rua Aimorés, 155, entre Piauí e Maranhão

Bazar do Desapego:  Dia 08, de 09:00 às 17:00, na Rua Abre Campo, 290, quase com Paulo Afonso.