terça-feira, 26 de julho de 2011

Avô - 173



É melhor deixar as coisas bem claras.  Hoje é o dia de Sant’Anna, tudo bem.  Palmas pra ela que ela merece.  Agora, é de São Joaquim também.

Pra você, que tem pouca relação com os assuntos religiosos, eu explico.  É que, como eles são os pais da Virgem Maria, hoje é comemorado o dia da avó E DO AVÔ, vamos deixar bem claro, uma vez mais.

Fiquei lembrando de um artigo que saiu domingo no Estado de Minas, com a Mariza Tejera[1], a psicóloga com quem eu comecei a estudar grupos operativos, lá pelo começo dos 80.  A primeira coisa bacana é ela citando Raquel de Queiroz, quando ela dizia que “ser avó é o único afeto que pode ser exercido com plena extravagância”.  Isto encaixa igual luva em mim, que nunca tive o sentimento de exagerar, nem um pouco, na minha paixão pelo Tomás.  Diria até que eu me acho meio comedido com ele, na maioria das vezes.  E mesmo esta minha percepção não sendo partilhada por quase ninguém, agora eu tô que não me agüento.
Tenho o aval de São Joaquim.

No texto, Mariza faz referência aos contos de fadas, que nos colocam a nós, os avós, como “possuidores de sabedorias ocultas, que transformavam seu espaço em um enorme parque de guloseimas, perfumes, surpresas e cumplicidades”.
Fico numa alegria de menino quando vejo o olhar menino do menino Tomás me procurando, e eu lendo esta cumplicidade no sorriso dele.

Diz ela ainda que “avós são uma referência organizadora do mundo afetivo e estruturadora de vínculos seguros e permanentes ... um território de acolhimento, em zona sem conflito”.

Aproveita, Tomás, enquanto você é o único.  Mas não preocupa que, quando chegarem outros, seu lugar vai ser compartilhado.  Tem amor pra todo mundo neste peito que é só seu.




[1] Mariza é argentina.  O que gera nela a expectativa de ser chamada de Maritza Terreira.  Coisa dos hermanos archetinos, ...

13 comentários:

Tiago Cruz disse...

Paulinho,
esse comentário não tem nada a ver com o assunto. É que acabei de instalar o firefox e, pra minha surpresa, reapareceram os meus seguidores - e os seus também.
Mistééério...
Abs.

Anônimo disse...

Avô, é?
Isto + me parece coisa do alemão Hallz,né não?
Será q tem a ver com o franco-saxão Senil?
Pior é q na minha família já são 3 exemplares desta turma fora D Ester mas esta já é na quadratura do circulo da vida!!!É biza !!
De qquer forma, eu me lavo(baianês) com isto !!! Is we !!!!

PC disse...

Mas serve também, Tiago, já que você também baba pela sua netinha.

PC disse...

É nós, Bahiana.
E ainda acho que é pouco.

Tiago Cruz disse...

Procede...

Flávia Coelho disse...

Disse tudo...... ser avó p/ mim é algo meio mágico ...... não podia ter vindo em melhor momento. Bj gde

ac disse...

Paulinho, o amor mais marcado em mim foi o da minha Vó Nair. Talvez pelo fato de ela ter sido, para mim, somente o lado doce e terno desse parentesco. Sei que dela só ficou em mim o melhor do amor: acolhimento, cumplicidade, aconchego, bom-humor, companheirismo (em todas as fases da minha vida que ela acompanhou de perto - agora ela me vê do alto) e aceitalção.
Agora eu vejo você falando assim do Seu Tomás e fico cheia de saudade da minha amada vovó, de quem guardo, intacto - e poderia reconhecer entre vários -, o perfume gostoso que era só dela e também a sua imagem que registrei nas retinas para todo os sempre. Vó Nair me ensinou muito sobre o que eu mais preciso e quero dessa vida: sobre o amor.
Tomás, menino de sorte, terá o mesmo legado. Tomara que ele me supere no tempo de convivência de perto. Do alto é para todo o sempre. Amém!!!

PC disse...

Viva Sant'Anna, Flávia Coelho.
E nós também.

PC disse...

O que eu quero com meus netos é isto, AC.
Mas a gente bem podia dar isto também pros amigos...

Nando disse...

Espero ter a mesma sorte que voce tem. Só não entendi o que diz como comedido com o Tomás.
Beijos

Anônimo disse...

Ow Nandão!!!!
Me engana que eu gosto!!!!!

PC disse...

É que eu queria ser mais babão ainda, Nando.
Daqui um cado, você entende...

PC disse...

Engana nada, anônimo.
Beijos