segunda-feira, 28 de março de 2011

Edição Extraordinária 58 - Fragilidade


Viemos todos ao mundo com a etiqueta “frágil”.
É assim que Jean-Claude Carrièrre começa o livro Fragilidade.  Desde o começo do meu percurso, esse livro sempre me impressionou muito.  Acho mesmo que boa parte da forma que eu encaixei meu susto foi por causa do livro.

Hoje lá em casa, no almoço, Tomás contou pra gente o que aconteceu com ele.  Falava orgulhoso, abrindo as duas mãos:
-  10 pontos!  Doeu...!!!
Na hora de contar, foi muito engraçado.  Ele ria.  E brincava de Saci Pererê, pulando em um pé só, pela casa.
Depois. 
Na hora, um nada destrói a gente.
Mas o dia inteiro, fiquei com o coração rachado, só pensando o que o menino sofreu.  Tive que sair duas vezes da mesa, pra ele não me ver chorando.

Contado agora, não aconteceu nada, bobagem.  Principalmente ouvindo da boca do Tomás, rindo de tudo.
Mas o grande conceito da fragilidade é este.  Um nada, e tudo rui por água abaixo.

Fiquei lembrando do Valentim, filho do Valente, que, agora, dominou a situação lá em Paris.  Mas deixou a gente, por uns bons quatro meses, com o coração apertado, quando falei dele no post CRIAS.  Hoje a gente respira aliviado.  Mas, durante, a fragilidade nossa era completa.
Agora eu já ando louco pra levar Valentim e o pai dele, junto com o Tomás, pra assistir um jogo do Galo.

O sentimento da celebração, pra mim, trás embutido em si a perspectiva da derrota.  E, enquanto ela não aparece, a gente quer mais é usufruir...

Fiquei pensando nisto, a cada momento que eu me lembrava do susto que Valentim nos passou e do susto de ontem, que hoje fazia Tomás contar como se fosse uma coisa ruim que acontecera há muito tempo atrás...

Carol fala que metade disto era só sangue sujo.
Mas cadê que eu acredito...

14 comentários:

Katia Becho disse...

ai, Paulinho, coitado do Tomás! Eu quase desmaiei só de ver a foto. A gente sofre demais amando essas crianças, né? Mas, graças a Deus, não tem outro jeito. A gente ama, sente, sofre e pronto.

Paulinho Saturnino Figueiredo disse...

O que esse moleque foi aprontar? A foto está bem no estilo desmaia-vovô, mas ele vai adorar curtí-la no devido momento. Conta pra ele que mandei um sopro mágico, daqueles que fazem o pé ficar mais bonito que antes, e sem chulé.

PC disse...

E chora, Kátia.
E ele hoje, rindo...
Ai...

PC disse...

Ele falou com Diogo:
Tava fazendo nada, pai...
Mas acho que ele vai gostar pouco da parte do sem chulé.
Vai perder metade da graça, Paulinho...

gracinda disse...

Imagino que todos já passamos por isto..e assim sabemos o susto e a dor que nos provoca.Mas o Thomás tem um diferencial - este avô delicioso, que faz tudo virar magia.Bom demais da conta...Beijos

PC disse...

Pelo menos uma notícia boa.
Você conseguiu entrar nessa página de comentários, Gracinha.
Beijos

nice disse...

Se cuida avó! É amor incondicional. Fragilidade total!!!! Tb fico chorando escondido pra ninguém ver... ainda vamos juntos levar Valentim e Tomas pra passear nas montanhas de Belô. Saudade enorme.

Rosina disse...

Ah paulinho! Sei bem o que é isso. Doi mesmo. E expoe a nossa fragilidade. Fragilidade inerente ao ser humano, que é demais. Beijos cumplices, da tambem avó.

Anônimo disse...

Oi, lindeza! Como venho, há algum tempo, usufruindo silenciosamente das suas histórias e bom humor(sem contar o Meu Sítio), achei que era hora de retribuir. Outro dia descobri uma cantora francesa sensacional e queria compartilhar com você (se é que você, tão antenado, já não a conhece). O nome dela é ZAZ. Dizem que é a nova Edith Piaf. Tentei mostrar para o nosso comandante Gera, mas ele não deu muita bola. Se você digitar o nome dela no youtube vai aparecer uns videos com algumas de suas músicas. A que mais gosto é "Je veux". Um beijo. Quel

PC disse...

Tô esperando, Nice.
E pode parar de chorar porque agora tá lindo.

PC disse...

O livro fala disto, Rosina.
Sensacional, pra gente pensar no que vale a pena na vida.
Beijos

PC disse...

Comandante é um bruto, Quel.
Vou lá conferir e te falo.
Beijos

Flávia Coelho disse...

Esta é a unica hora que ficamos piquinininhos..... deu a maior dó ver este pé dele..... mas já mandei o recado do primo Henrique q qualquer dia vai lá visitá-lo. Engole este choro menino.... kkkkk
Bjs

PC disse...

Eu lá, engolindo, e ele brincando de saci pererê.
Ser avô é duro, Flávia Coelho...